TRILOGIA DO TEMPLO - VOLUME I
DIÁRIO DE UM CONSTRUTOR DO TEMPLO
Z. RODRIX
Peguei este livro emprestado no início do ano, no que bati os olhos fiz uma associação rápida e forçada, preconceituosa eu diria até .... com a obra de Eduardo Lobão, O NOME DA ÁGUIA .....
Inicialmente só levei em conta que ambos os autores eram brasileiros que se aventuraram em escrever obras de cunho literário similar, quer dizer, algo mais ou menos aventuresco ambientado em um mundo cultural muito diverso do nosso .... ( não sei se estou sendo claro nesta explicação, acho que não, vamos ver se clarifico meu ponto de vista obscuro mais adiante ) :
Em resumo, Eduardo Lobão só conseguiu foi fazer um arremedo de 'Código Da Vinci' , muito mais superficial e corrido , e como falei, muito preconceituosamente achei que Rodrix fosse chegar a algo parecido....
O fato é que as duas obras não tem nada 'essencialmente' em comum, a primeira já comentei num post anterior, é uma aventura moderna, tipo thriller, que para mim deixou tudo a desejar em todos os sentidos, apesar de TAMBÉM começar e se basear nalgo judaico/cristão durante toda a obra !!!
já a segunda, este de Rodrix que estamos tratando aqui, o primeiro volume da TRILOGIA DO TEMPLO, parecia ser uma proposta de 'romance histórico' , ou quase isso, e de grandes proporções, mas....
É informado em alguma das contra capas que o autor possui uma coleção de mais de 10.000 livros, todos lidos, relidos e anotados, quer dizer, não só um leitor assíduo, mas sim um 'leitor da pesada' , um verdadeiro bibliófilo dos bons !
Todo esta dedicação ao livros e cabedal de conhecimento deveria se traduzir na concepção e criação direta da obra, e realmente é o que se verifica :
Uma trilogia ambientada nos primórdios da história do povo hebreu ( 1000 antes da era comum ) no tempo de salomão filho do rei David que mandou construir o templo onde habitaria seu deus Javé e guardaria a arca da aliança com as tábuas da lei de Moisés ....
E o autor conseguiu conceber e urdir uma história GRANDE a respeito ..... MAS .... não conseguiu chegar a uma GRANDE história, quer dizer, é grande em tamanho, mas não é grande em qualidade , ou eu deveria dizer profundidade, ou ..... deixe-me definir melhor :
1)
Se a história de Z. RODRIX na trilogia do templo é muito 'menos' superficial que o triller ligeiro de E. LOBÃO, ainda peca profundamente na qualidade literária pura, ao não desenvolver adequadamente aspectos vitais de um romance de qualidade, principalmente em se tratando de uma trilogia ! ( que tem bastante espaço e 'tempo' para desenvolver as coisas )
De repente eu conheço Hiram de Tiro , governante da Fenícia, personagem importante na trama e no tempo histórico e ele me é apresentado de forma banal, não percebo sua densidade psicológica nem superficialmente e no avançar da obra ele ressurge de forma totalmente diversa da que parecia possuir, parecendo que nem é nem nunca foi a mesma pessoa, e ao avançar a leitura vou vendo isto ocorrer com várias, senão todas as principais personagens da trama.
Manassés o escravo e amigo inicial do protagonista degenera completamente no avançar da história num desenvolvimento narrativo inadequado ou não convicente, não sei explicar, todos podem mudar da água para o vinho, mas o talento do escritor é justamente te levar neste caminho, te convencer, te envolver nestas mudanças ....
O Salomão , grande personagem histórico responsável pela construção do templo, me pareceu banal, Johaben o protagonista muito truncado, e vou deixar para malhar Hiram Abiff na fase 2 da critica.
Ler um JOHABEN de Z. Rodrix , com seus defeitos estruturais de história ( coisas que eu não sei apontar exatamente qual sejam visto eu não passar de um leitor vulgar e leigo, sem condições nem pretensões de tentar o minimo arremedo de detalhar tecnicamente erros ou criticar literariamente com propriedade , é somente a minha opinião, o que eu sinto e acho a respeito ) tornou-se enfadonho tão logo passou o início da trama, onde as páginas iniciais realmente pareciam que iam surpreender e agradar em grande medida AINDA MAIS porque com o avançar do livro este 'defeitos' literários que EU achei existirem se juntaram a uns ingredientes negativos que daí tornaram a leitura para mim totalmente enfadonha :
2)
Estes ingredientes espúrios são :
um que de doutrinamento, lição de moral, divulgação espiritual começa a permear todo o fundo da trama...
De repente descobre-se que o tal 'romance histórico' abordando o tempo e lugar da jerusalém do ano mil antes do jesus quando da construção do templo de salomão, não é tão histórico assim ....
É mais uma história de misticismo, é mais uma fantasia sobre a origem da maçonaria, e aí meu camarada, a coisa me parece realmente muito mal urdida.... porque não parece resistir uma correlação ou consistencia com a realidade , algo tipo uma guilda de mestres pedreiros fechada que possa dar origem a uma maçonaria ou escola secreta no avançar dos tempos, mas tão somente uma loja maçonica já pronta com seus rituais e simbolismos exatamente iguais aos de hoje, intocados através do tempo, como se fosse uma realidade universal como se pretende para os dogmas e afirmações biblicas e religiosas de qualquer teor, e eu acho que a coisa assim fica fraquinha demais ....
A história da construção do templo de salomão por Hiram Abiff, seu assassinato por 3 pedreiros invejosos que pretendiam arrancar-lhe a força as palavras secretas dos iniciados é um folclore maçonico, e se o autor quer construir a partir daí uma historia mais ou menos fantástica, é um problema só dele....
mas para mim se já estava faltando um genio e brilhantismo para uma empreitada de uma trilogia com ares históricos, quando a fantasia vem se ismicuir de forma tão banal e pueril, sem uma proposta firme com ares fantásticos, tudo passa a me soar não muito melhor que alguns romances espíritas que na época em que quase nada tinha lido na minha vida pareciam tão repletos de 'historicidade' junto com a 'parte edificante', coisa que hoje a luz dos verdadeiros escritores de obras romanceadas históricas, os romances espiritas não passam de 'livros SABRINA espiritualmente edificantes' , porque vazios de qualquer teor verdadeiramente histórico....
No fundo em livros deste tipo não há descrições detalhadas de locais, culturas, costumes, vestimentas, e personagens da época em que a obra é ambientada, o leitor ACHA QUE HÁ, que tem ali informação suficiente para isto, mas são meras e miseraveis alusões a um cortinado de parede, muralha de castelo, e MAIS NADA.... , bem no livro do Rodrix até que ele tenta e vai mais longe ensaiando aprofundar descrições em coisas da época, mas, não vai muito longe...
Em suma, JOHABEN não é grande coisa , no DRAMA, na TRAMA , e fica muito chato quando 'a sabedoria ' começa a querer permear toda a história, e quando finalmente eu percebo que ele não é mesmo um romance histórico, que eu só que fui tolo de achar que podia ser, deuses, fiquei bastante frustrado!
3)
e nem falei do pior, devo faze-lo ? , ah então vai :
finalmente a coisa degringola quando o autor enfia 'magias' na trama e pior, faz ABORDAGENS LITERAIS de passagens biblicas fantasticas , como nuvem que permanece ao redor da arca quando dentro do templo terminado, e a história é totalmente destruida quando JEOVÁ se retira furioso do templo que habita e do reino de salomão, após este com um pouco de relaxo e numa distração acaba participando de um ritual a deusa Astargatis ( uma espécie de Astarte ) para agradar a uma de suas esposas.
DEUS ( quer dizer JAVÉ .... bem é o BOSS da biblia, logo é o SEU DEUS também se voce é cristão ! hehehe) fica puto da cara, se ausenta do reino e começa novo ciclo de decadencia para os hebreus....
-DEUSES! digo eu, dava para ter lidado de forma totalmente diferente com tudo isto e mantido o nível de uma boa história...
-------------
Quer alguns 'spoilers' tendenciosos ,não ? vão mesmo assim :
JOHABEN na sua ascenção material , queda, ascenção espiritual , faz DOIS eternos amigos = para mim aí estava feito a TRIADE fatal que em lances muito dramaticos e bem desenvolvidos poderiam vir a ser os perpretadores do assassinato de HIRAM ABIFF o mestre pedreiro construtor do templo.
MAS, precisaria de muita coragem e ousadia para isto, e QUASE jogar fora a pretensão do protagonista sevir de exemplo de descoberta ou evolução espiritual....
então aconteceu o mais simples e sem graça :
dos 3 pedreiros que assassinaram Hiram, só 1 saiu dos 3 personagens principais, e justamente este teve uma modificação de carater ( justificada superficialmente sem bom desenvolvimento, pelo alcoolismo) bem mal formulada...
----
Não recomendo A TRILOGIA DO TEMPLO , apesar de ter lido somente o primeiro volume pois tenho a certeza que a coisa não vai melhorar nos próximos, e se no inicio eu respeitei a obra, no meio eu estava entediado e no final fiquei com raiva, hehehe
Eu tive um pré-conceito inicial, mas tudo que eu queria era descobrir como eu estava errado, e nas primeiras páginas achei que isto iria acontecer, mas, que droga, não aconteceu, e ainda estou procurando algum autor brasileiro que mexa com 'história' e "aventura" em ambiente estrangeiro adequadamente.
Este esta reprovado
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
MEMÓRIAS SECRETAS DE ALEXANDRE
MEMÓRIAS SECRETAS DE ALEXANDRE
FRÉDÉRIC BLUCHÊ
Um pequeno livro perdido num canto qualquer de um sebo da capital.
Este é um daqueles livros meio esquisitos, nem relato nem romance, pois pretende ter uma origem ' misteriosa ' digamos assim.
O autor do livro garante que o texto é na verdade a integra de um manuscrito antigo, que o meio histórico afirma ser do século XII em plena era medieval, da autoria de um monge metido a engraçadinho.
Porque o texto é supostamente ditado pela própria boca de Alexandre Magno nos seus derradeiros dias , para um escriba especialmente contratado para este fim, registrar as memórias do seu senhor.
A obra original se chama PALIMPSETO DE SIRACUSA, que apesar de classificado como uma fraude medieval, o autor moderno aponta algumas características que podem sim indicar que o texto é original dos tempos de Alexandre O Grande.
A linguagem é meio rebuscada, estranha , como seria de se esperar de algum texto arcaico...
E realmente não vai parecer ao leitor que aquilo possa ter vindo da boca do próprio Alexandre, como notícia em primeira mão... mas...
Entretanto, pasme o leitor, no final o que se entende é que Alexandre nunca reinou, não como rei ou imperador, pois Filipe seu pai reinou até poucos anos antes da morte de Alexandre, que morreu com 65 anos e com príncipe do reino macedonico de Filipe!
Mais um livro com conteudo antigo e obscuro como aquele 'manuscrito de saragoça' que li há um tempo atrás.
FRÉDÉRIC BLUCHÊ
Um pequeno livro perdido num canto qualquer de um sebo da capital.
Este é um daqueles livros meio esquisitos, nem relato nem romance, pois pretende ter uma origem ' misteriosa ' digamos assim.
O autor do livro garante que o texto é na verdade a integra de um manuscrito antigo, que o meio histórico afirma ser do século XII em plena era medieval, da autoria de um monge metido a engraçadinho.
Porque o texto é supostamente ditado pela própria boca de Alexandre Magno nos seus derradeiros dias , para um escriba especialmente contratado para este fim, registrar as memórias do seu senhor.
A obra original se chama PALIMPSETO DE SIRACUSA, que apesar de classificado como uma fraude medieval, o autor moderno aponta algumas características que podem sim indicar que o texto é original dos tempos de Alexandre O Grande.
A linguagem é meio rebuscada, estranha , como seria de se esperar de algum texto arcaico...
E realmente não vai parecer ao leitor que aquilo possa ter vindo da boca do próprio Alexandre, como notícia em primeira mão... mas...
Entretanto, pasme o leitor, no final o que se entende é que Alexandre nunca reinou, não como rei ou imperador, pois Filipe seu pai reinou até poucos anos antes da morte de Alexandre, que morreu com 65 anos e com príncipe do reino macedonico de Filipe!
Mais um livro com conteudo antigo e obscuro como aquele 'manuscrito de saragoça' que li há um tempo atrás.
NERO
NERO
PHILIPP VANDENBERG
Nada melhor após ler um romance histórico sobre o imperador Cláudio que ler um relato histórico sobre Nero, o sucessor de Cláudio.
Este é um livro sensacional, é um relato histórico sobre Nero e seu tempo, portanto vai muito além de qualquer romance, o autor fez um trabalho magistral, usando referencias históricas variadas e antigas como Tácito, Suetônio entre outros, e ao final não deixou de comentar sobre estas fontes, assinalando quando elas poderiam ser tendenciosas por este ou aquele motivo.
A biografia de Nero completa e muito bem escrita.
Entre obras variadas com o tema de roma e seus imperadores eu acho que esta é uma das mais completas, informativas e lucidas que já encontrei a respeito, eu nem vou falar muito a respeito, mas quero deixar claro que se o leitor procura uma boa leitura sobre a época dos césares, este é um livro imperdível.
O texto é fluido , totalmente acessível, objetivo e direto, a leitura corre com fluidez e termina com a satisfação total do leitor.
Não deixem de conferir a vida de NERO pela autoria de PHILIPP VANDENBERG.
Nero foi um dos mais jovens imperadores, matou sua mãe, fez um monte de atrocidades como vários césares daquela época, mas afinal de contas não foi dos piores, e poderia ter sido muito melhor não fosse o meio corrompido que lhe dava meios de se perder por si mesmo num mundo em que civilização e selvageria eram um amalgama por vezes dificil de separar ou definir.....
Uma coisa é certa, Nero não foi um louco como Calígula , como pintam alguns historiadores modernos, mesmo assim haverão coisas sobre todos estes imperadores, e sobre todos personagens antigos que nós jamais conseguiremos saber para compreender como realmente eram ou o que exatamente aconteceu.
Recomendadíssimo - NERO -
PHILIPP VANDENBERG
Nada melhor após ler um romance histórico sobre o imperador Cláudio que ler um relato histórico sobre Nero, o sucessor de Cláudio.
Este é um livro sensacional, é um relato histórico sobre Nero e seu tempo, portanto vai muito além de qualquer romance, o autor fez um trabalho magistral, usando referencias históricas variadas e antigas como Tácito, Suetônio entre outros, e ao final não deixou de comentar sobre estas fontes, assinalando quando elas poderiam ser tendenciosas por este ou aquele motivo.
A biografia de Nero completa e muito bem escrita.
Entre obras variadas com o tema de roma e seus imperadores eu acho que esta é uma das mais completas, informativas e lucidas que já encontrei a respeito, eu nem vou falar muito a respeito, mas quero deixar claro que se o leitor procura uma boa leitura sobre a época dos césares, este é um livro imperdível.
O texto é fluido , totalmente acessível, objetivo e direto, a leitura corre com fluidez e termina com a satisfação total do leitor.
Não deixem de conferir a vida de NERO pela autoria de PHILIPP VANDENBERG.
Nero foi um dos mais jovens imperadores, matou sua mãe, fez um monte de atrocidades como vários césares daquela época, mas afinal de contas não foi dos piores, e poderia ter sido muito melhor não fosse o meio corrompido que lhe dava meios de se perder por si mesmo num mundo em que civilização e selvageria eram um amalgama por vezes dificil de separar ou definir.....
Uma coisa é certa, Nero não foi um louco como Calígula , como pintam alguns historiadores modernos, mesmo assim haverão coisas sobre todos estes imperadores, e sobre todos personagens antigos que nós jamais conseguiremos saber para compreender como realmente eram ou o que exatamente aconteceu.
Recomendadíssimo - NERO -
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
EU CLAUDIUS IMPERADOR
EU, CLAUDIUS , IMPERADOR -
ROBERT GRAVES
Após o Imperador Otávio Augusto, filho adotivo de JÚLIO CÉSAR, o império romano teve uma sucessão de imperadores degenerados e ou problemáticos, na sequencia vieram TIBÉRIO, depois o desvairado CALÍGULA, então CLAUDIO o manco, e depois NERO .....
Historicamente Claudio foi considerado como um imperador com problemas mentais, e sobrepujado e influenciado por suas esposas.
No livro é o próprio Claudio que conta sua história, e assim ele não é tão idiota quanto aparenta !
A história toda vai sendo contada com muito bom humor, não importa que sejam as atrocidades de Calígula, como Cláudio conta a história e ele tem um perfil de personalidade muito parecido com personagens dos livros de MIKA WALTARI ( O ROMANO ) a coisa toda fica muito divertida.
Após a leitura deste livro eu peguei um livro de um autor alemão, NERO, que é mais do tipo relato então tem um rigor histórico bem melhor, citando fontes históricas recuadas como Suetônio, então uma leitura acabou complementando bem a outra, alguma acuracia histórica adquirida no segund livro, PORÉM, sabemos, ou, notamos que a história quanto mais distante vai ficando de nós mais envolvida em brumas se torna.....
Voce tem uma informação concreta e registrada de um historiador antigo, mas não tem algumas conexões, não tem acontecimentos, caracteristicas pessoais, intimas, psicologicas, e sei lá que outros detalhes quero dizer aqui, então aquele simples registro histórico pode não dizer muita coisa, ou pode querer dizer uma coisa até diferente do que nos parece....
Junte a isto o fato de que por vezes a fonte histórica é variável e conflitante, mesmo sendo antiga, como no livro NERO que o autor cita duas fontes diferentes e antigas que discordavam nos seus registros !
Bem, com isto quero dizer ler fontes históricas antigas, livros históricos com relatos bem cuidados e rigorosos é imprescindivel para 'ficar esperto' e conhecer algo mais de história, mas ler romances históricos bem escritos também pode trazer algum conhecimento adicional além de por vezes serem muito divertidos.
EU CLAUDIUS IMPERADOR ---- uma obra muito interessante e divertida, recomendo totalmente !
ROBERT GRAVES
Após o Imperador Otávio Augusto, filho adotivo de JÚLIO CÉSAR, o império romano teve uma sucessão de imperadores degenerados e ou problemáticos, na sequencia vieram TIBÉRIO, depois o desvairado CALÍGULA, então CLAUDIO o manco, e depois NERO .....
Historicamente Claudio foi considerado como um imperador com problemas mentais, e sobrepujado e influenciado por suas esposas.
No livro é o próprio Claudio que conta sua história, e assim ele não é tão idiota quanto aparenta !
A história toda vai sendo contada com muito bom humor, não importa que sejam as atrocidades de Calígula, como Cláudio conta a história e ele tem um perfil de personalidade muito parecido com personagens dos livros de MIKA WALTARI ( O ROMANO ) a coisa toda fica muito divertida.
Após a leitura deste livro eu peguei um livro de um autor alemão, NERO, que é mais do tipo relato então tem um rigor histórico bem melhor, citando fontes históricas recuadas como Suetônio, então uma leitura acabou complementando bem a outra, alguma acuracia histórica adquirida no segund livro, PORÉM, sabemos, ou, notamos que a história quanto mais distante vai ficando de nós mais envolvida em brumas se torna.....
Voce tem uma informação concreta e registrada de um historiador antigo, mas não tem algumas conexões, não tem acontecimentos, caracteristicas pessoais, intimas, psicologicas, e sei lá que outros detalhes quero dizer aqui, então aquele simples registro histórico pode não dizer muita coisa, ou pode querer dizer uma coisa até diferente do que nos parece....
Junte a isto o fato de que por vezes a fonte histórica é variável e conflitante, mesmo sendo antiga, como no livro NERO que o autor cita duas fontes diferentes e antigas que discordavam nos seus registros !
Bem, com isto quero dizer ler fontes históricas antigas, livros históricos com relatos bem cuidados e rigorosos é imprescindivel para 'ficar esperto' e conhecer algo mais de história, mas ler romances históricos bem escritos também pode trazer algum conhecimento adicional além de por vezes serem muito divertidos.
EU CLAUDIUS IMPERADOR ---- uma obra muito interessante e divertida, recomendo totalmente !
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
A SERPENTE DE PEDRA
A SERPENTE DE PEDRA
JASON GOODWIN
Livro com cara de novo hein ? se for novo mesmo é porque deu a louca na livraria e a promoção era muito das boas!
E realmente, mais um livro naquele periodo de 2011 que as livrarias curitiba colocou varias obras por 9,90 e valores proximos.
É um livro policial, e eu detesto dizer, mas ele é muito melhor do que o "O NOME DA ÁGUIA" de Eduardo Lobão, autor nacional.
E porque a comparação?
Bem é porque ambos são livros que me parecem no mesmo estilo, ou tema, ou, hmmm, não é bem isto , veja :
O NOME DA ÁGUIA é uma tentativa de CODIGO DA VINCI, contando uma certa teoria conspiratoria contemporanea, com ares de conto policial, já A SERPENTE DE PEDRA é uma história policial mas que tem uma pretensão literária similar, ou eu deveria dizer 'alcance' literario .... ou ....
ah, são uns livros de romance moderno policial aventuresco com histórias e argumentação FRACAS.
Em a serpente de pedra, o ambiente é uma ISTAMBUL no periodo pós napoleão, o talento 'escrivinhador' do autor é bom, sua descrição de ambiente também funciona, mas a história, a tecitura da trama é fraca.
Já em O nome da águia o autor não conseguiu impor nenhuma ambientação e a trama por falta de drama , ritmo ou sei lá o que mais é para lá de ruim...
Eu comparei os dois e sinto ter que dizer que o nome da águia é muito pior porque ele é um livro de autor nacional, então, em se tratando de obras literárias contemporaneas fracas ou tentativas de gerar trillers de ação, suspense , aventura no romance escrito infelizmente nós ainda perdemos feio para autores europeus e norte-americanos na grande maioria das vezes....
Se em outros tipos de obras podemos ser grandes, expoentes, ou originais não vem aqui discutir.
Então A SERPENTE DE PEDRA vai te dar algum lazer, mas não é grande coisa.
( já O NOME DA ÁGUIA não conseguiu me dar nem o lazer basico imprescindivel a qualquer livro )
JASON GOODWIN
Livro com cara de novo hein ? se for novo mesmo é porque deu a louca na livraria e a promoção era muito das boas!
E realmente, mais um livro naquele periodo de 2011 que as livrarias curitiba colocou varias obras por 9,90 e valores proximos.
É um livro policial, e eu detesto dizer, mas ele é muito melhor do que o "O NOME DA ÁGUIA" de Eduardo Lobão, autor nacional.
E porque a comparação?
Bem é porque ambos são livros que me parecem no mesmo estilo, ou tema, ou, hmmm, não é bem isto , veja :
O NOME DA ÁGUIA é uma tentativa de CODIGO DA VINCI, contando uma certa teoria conspiratoria contemporanea, com ares de conto policial, já A SERPENTE DE PEDRA é uma história policial mas que tem uma pretensão literária similar, ou eu deveria dizer 'alcance' literario .... ou ....
ah, são uns livros de romance moderno policial aventuresco com histórias e argumentação FRACAS.
Em a serpente de pedra, o ambiente é uma ISTAMBUL no periodo pós napoleão, o talento 'escrivinhador' do autor é bom, sua descrição de ambiente também funciona, mas a história, a tecitura da trama é fraca.
Já em O nome da águia o autor não conseguiu impor nenhuma ambientação e a trama por falta de drama , ritmo ou sei lá o que mais é para lá de ruim...
Eu comparei os dois e sinto ter que dizer que o nome da águia é muito pior porque ele é um livro de autor nacional, então, em se tratando de obras literárias contemporaneas fracas ou tentativas de gerar trillers de ação, suspense , aventura no romance escrito infelizmente nós ainda perdemos feio para autores europeus e norte-americanos na grande maioria das vezes....
Se em outros tipos de obras podemos ser grandes, expoentes, ou originais não vem aqui discutir.
Então A SERPENTE DE PEDRA vai te dar algum lazer, mas não é grande coisa.
( já O NOME DA ÁGUIA não conseguiu me dar nem o lazer basico imprescindivel a qualquer livro )
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
O MAPA QUE MUDOU O MUNDO
SIMON WINCHESTER
- Mais um dos livros que foram adquiridos novos porque as LIVRARIAS CURITIBA botaram pra torrar em promoção, este custou uns 14 reais, e comprei não só pelo preço como pelo fato de que minha filha Veleda iniciou o curso de GEOLOGIA neste ano ( 2011 ) , o que imprimiu um interesse especial ao livro .
Conta a história de WILLIAM SMITH, simplesmente o pai da Estatigrafia e um dos pioneiros da GEOLOGIA como ciência.
Um incansável geólogo e topógrafo, que andou de la para ca nos recantos da inglaterra no final de 1700 e início dos anoss 1800 e percebeu o que ninguém ainda havia percebido, que as camadas geológicas se sucediam de forma ordenada e com periodos bem definidos, e que os fósseis poderiam ser a chave para a organização das mesmas, e com tudo isto seria possível mapear o subterraneo da terra, coisa que ele fez de forma heróica, totalmente sozinho, fazendo o PRIMEIRO mapa geológico de fato que se tem notícia na história da humanidade, cobrindo a quase totalidade do território da ilha britânica.
Um livro de relato, histórico biográfico, entremeado com divulgação científica, que gostei muito, fez com que a viagem que fiz de Curitiba a Mafra de bicicleta tivesse um sabor a mais enquanto eu tentava perceber os afloramentos geológicos pelo caminho.
Recomendo a leitura para os interessados no tema, mas não acho que va atrair a atenção dos demais.
SIMON WINCHESTER
- Mais um dos livros que foram adquiridos novos porque as LIVRARIAS CURITIBA botaram pra torrar em promoção, este custou uns 14 reais, e comprei não só pelo preço como pelo fato de que minha filha Veleda iniciou o curso de GEOLOGIA neste ano ( 2011 ) , o que imprimiu um interesse especial ao livro .
Conta a história de WILLIAM SMITH, simplesmente o pai da Estatigrafia e um dos pioneiros da GEOLOGIA como ciência.
Um incansável geólogo e topógrafo, que andou de la para ca nos recantos da inglaterra no final de 1700 e início dos anoss 1800 e percebeu o que ninguém ainda havia percebido, que as camadas geológicas se sucediam de forma ordenada e com periodos bem definidos, e que os fósseis poderiam ser a chave para a organização das mesmas, e com tudo isto seria possível mapear o subterraneo da terra, coisa que ele fez de forma heróica, totalmente sozinho, fazendo o PRIMEIRO mapa geológico de fato que se tem notícia na história da humanidade, cobrindo a quase totalidade do território da ilha britânica.
Um livro de relato, histórico biográfico, entremeado com divulgação científica, que gostei muito, fez com que a viagem que fiz de Curitiba a Mafra de bicicleta tivesse um sabor a mais enquanto eu tentava perceber os afloramentos geológicos pelo caminho.
Recomendo a leitura para os interessados no tema, mas não acho que va atrair a atenção dos demais.
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
GRITO DE GUERRA
GRITO DE GUERRA
LEON URIS
Daqueles típicos livros que lançavam por aqui em papel barato e classificação como BEST SELLER norte-americanos....
Muitos Sidney Sheldons e congêneres são espalhados por aqui neste formato.
Pois bem, este tipo de livro esta sempre na seção das promoções, porcarias ou enjeitados.
Grande oportunidade para adquirir um livro baratinho.
Autores norte-americanos não são meus prediletos, mas, pensei, vamos ver o que este autor e obra da segunda guerra pode me proporcionar de prazer.
O resultado superou minhas expectativas !
Um livro bastante volumoso com mais de 400 páginas, em que a maior parte passou nos bastidores da rotina de um pelotão de fuzileiros navais especialistas em comunicações, o pessoal do rádio. O autor desenvolveu alguns personagens desde sua origem em famílias e regiões diversas mas tipicamente americanas, um índio, um texano, um ás do futebol do colégio, etc...
O treinamento dos recrutas nos fuzileiros navais, depois o treinamento nos códigos e rádios, então sua ida para a Nova Zelândia, as marchas forçadas sob o comando de um duro mas carísmático tenente-coronel líder de batalhão, as saídas para as farras, o convívio com as pessoas do outro país.
Entraram então em combate em Guadacanal mas somente no final. Depois atravessaram toda a região dos atóis, onde uma míriade de ilhas eram passíveis de serem percorridas a pé entre as marés e enfrentaram os remanescentes das forças japonesas na área.
Finalmente depois de muita insistência por parte do seu comandante, conseguiram a oportunidade ( que ninguém desejava ) de ser a vanguarda de uma grande ofensiva e estar no centro nervoso e mortal dos acontecimentos guerreiros daquele momento da guerra com os japoneses.
O estilo e ritmo da narrativa literária é típico para embasar um filme de hollywood ou coisa assim, e imagino até se não exista algum daqueles filmes de fuzileiros navais que não seja mesmo inspirado neste livro.
A criação da obra até que é antiga, se não me engano foi escrito em 1957 ! , apesar da edição brasileira e o formato serem típicos dos anos 80 por aqui.
De qualquer modo eu gostei muito do livro , me diverti bastante, foi lazer e entretenimento do começo ao fim, e principalmente me trouxe alguma informação e cultura da guerra de um teatro que eu nunca me interessei muito e quase não tinha conhecimento.
Foi muito legal assistir um programa do canal futura dia destes , SÉCULO XXI, que tratava do desaparecimento pelas mudanças climaticas do arquipélago de ilhas de coral que eram as mesmas que os fuzileiros vadearam no livro, isto da um sabor especial a uma coisa e outra, uma 'velha conhecida' que se me apresentou , desta forma.
Eu recomendo este livro , para quem gosta do tema da segunda guerra mundial, e também de ler uns romances , para ter algum lazer tranquilo e despretensioso com ele.
LEON URIS
Daqueles típicos livros que lançavam por aqui em papel barato e classificação como BEST SELLER norte-americanos....
Muitos Sidney Sheldons e congêneres são espalhados por aqui neste formato.
Pois bem, este tipo de livro esta sempre na seção das promoções, porcarias ou enjeitados.
Grande oportunidade para adquirir um livro baratinho.
Autores norte-americanos não são meus prediletos, mas, pensei, vamos ver o que este autor e obra da segunda guerra pode me proporcionar de prazer.
O resultado superou minhas expectativas !
Um livro bastante volumoso com mais de 400 páginas, em que a maior parte passou nos bastidores da rotina de um pelotão de fuzileiros navais especialistas em comunicações, o pessoal do rádio. O autor desenvolveu alguns personagens desde sua origem em famílias e regiões diversas mas tipicamente americanas, um índio, um texano, um ás do futebol do colégio, etc...
O treinamento dos recrutas nos fuzileiros navais, depois o treinamento nos códigos e rádios, então sua ida para a Nova Zelândia, as marchas forçadas sob o comando de um duro mas carísmático tenente-coronel líder de batalhão, as saídas para as farras, o convívio com as pessoas do outro país.
Entraram então em combate em Guadacanal mas somente no final. Depois atravessaram toda a região dos atóis, onde uma míriade de ilhas eram passíveis de serem percorridas a pé entre as marés e enfrentaram os remanescentes das forças japonesas na área.
Finalmente depois de muita insistência por parte do seu comandante, conseguiram a oportunidade ( que ninguém desejava ) de ser a vanguarda de uma grande ofensiva e estar no centro nervoso e mortal dos acontecimentos guerreiros daquele momento da guerra com os japoneses.
O estilo e ritmo da narrativa literária é típico para embasar um filme de hollywood ou coisa assim, e imagino até se não exista algum daqueles filmes de fuzileiros navais que não seja mesmo inspirado neste livro.
A criação da obra até que é antiga, se não me engano foi escrito em 1957 ! , apesar da edição brasileira e o formato serem típicos dos anos 80 por aqui.
De qualquer modo eu gostei muito do livro , me diverti bastante, foi lazer e entretenimento do começo ao fim, e principalmente me trouxe alguma informação e cultura da guerra de um teatro que eu nunca me interessei muito e quase não tinha conhecimento.
Foi muito legal assistir um programa do canal futura dia destes , SÉCULO XXI, que tratava do desaparecimento pelas mudanças climaticas do arquipélago de ilhas de coral que eram as mesmas que os fuzileiros vadearam no livro, isto da um sabor especial a uma coisa e outra, uma 'velha conhecida' que se me apresentou , desta forma.
Eu recomendo este livro , para quem gosta do tema da segunda guerra mundial, e também de ler uns romances , para ter algum lazer tranquilo e despretensioso com ele.
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